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Ser mulher sempre foi uma tarefa difícil, sinônimo de uma vida repleta de preconceitos socioculturais e de grandes desafios. Mas, apesar das dificuldades, o sexo feminino não só fez parte da história, como também impôs a sua própria. As atividades humanas vêm perdendo a exclusividade masculina, forte ainda hoje, nas tarefas mais perigosas, mais bem-pagas, ou de comando, e recebendo a presença da mulher com entusiasmo.
Nas artes marciais não foi diferente. Considerada uma prática muito pesada e densa para a classe feminina, que poderia pôr em risco a saúde da mulher e suas condições de “maternidade”, restringia-se ao público masculino não só no Brasil, mas em muitos outros países. No Japão, por exemplo, as mulheres ganharam o direito de participar das academias de artes marciais somente em 1923. Em nosso país, o Decreto-Lei nº 3199, de 14 de abril de 1941, assinado por Getúlio Vargas, estabelecia as bases de organização dos desportos no país. Seu Artigo 54 proibia as mulheres de praticarem esportes considerados incompatíveis com as condições femininas como lutas de qualquer natureza, futebol de salão, pólo aquático, entre outras modalidades. Em 1979, a equipe feminina de judô se inscreveu no Campeonato Sul-Americano da Argentina com nomes de homens, fato que motivou a revogação do decreto. O tempo modificou aos poucos essa perspectiva descobrindo nas artes marciais uma série de benefícios para as mulheres. A prática da atividade física diminui o sedentarismo e as chances do corpo de ser afetado por alguma doença. E, acima de tudo, adquirir os ensinamentos sobre defesa pessoal mantém a pessoa em alerta para enfrentar diferentes situações, especialmente no caso das mulheres, menos favorecidas pela educação, que exige das meninas menos disponibilidade física e prontidão diante do imprevisto. Mesmo com os direitos garantidos pela Constituição e a criação de delegacias especializadas, o nível de violência e agressão contra a mulher ainda é muito elevado, especialmente aquela praticada pelos homens mais próximos, como pais, maridos, amigos, filhos e chefes. A arte marcial tem contribuído para que a mulher “não espere pela ajuda de um homem” em seu dia a dia, seja ela “guerreira” dona de casa, seja ela “guerreira” executiva, sozinha ou acompanhada nas ruas, nos escritórios ou em casa, fazendo a jornada dupla, cuidando de si mesma e sustentando toda a família. Apesar das mudanças, o caminho para alcançar o respeito e cessar a discriminação ainda reserva grandes dificuldades: vencer a concorrência desleal no campo profissional, que paga mais para o homem na mesma função, vencer o cansaço na jornada dupla, cuidando da carreira e da própria família, vencer as doenças da vida moderna e da educação deficiente etc. Isso tudo não significa, entretanto, que a luta acabou. Trata-se apenas de passar por essas situações preenchendo novas páginas na própria história, com mais vitórias e sucessos. Hapkido: reescrevendo a história da mulher. Mais um desafio, mais uma conquista! Apesar de pouco conhecido no Ocidente, o hapkido é a arte marcial mais completa que existe. Sua origem é a Coréia, cujo povo, assolado por muitos conflitos internos e grande miséria em passado recente, tem surpreendido todo o mundo com uma história de superação diante do preconceito dos países e povos mais ricos, de perseverança e de vitórias diárias. Possui uma diversidade técnica muito grande, além de um intenso trabalho de desenvolvimento físico e psicológico. Os treinos podem ser praticados por qualquer pessoa que esteja disposta a enfrentar desafios. O hapkido ensina o atleta a conhecer seu corpo e a lidar com ele para superar suas próprias dificuldades. Trata-se, portanto, da arte marcial que mais trabalha as virtudes femininas, formando espíritos fortes e perseverantes capazes de grandes conquistas, adequados aos desafios da concorrência no local de trabalho, de superação da vida e da educação de baixa qualidade e de melhoria da saúde do corpo e da mente. A Equipe Tadao de Hapkido estrutura o treinamento de seus praticantes para desenvolver o corpo e a mente. As aulas promovem um fortalecimento físico geral aumentando força, resistência, tônus muscular, flexibilidade, postura e capacidade cardiovascular e respiratória. Em três meses, é possível observar uma mudança no metabolismo do atleta, além de uma visível melhora da auto-estima e da saúde do corpo e da prontidão diante das dificuldades, mesmo as mais simples. A equipe privilegia o ensinamento das técnicas através da demonstração e percepção da eficiência dos golpes e dos movimentos. A metodologia Tadao sempre diversifica uma aula em relação a outra tornando a prática do hapkido mais agradável e menos repetitiva. Estimula-se a auto-confiança, o auto-conhecimento e a amizade. Cria-se uma família. “Torna-se uma troca de respeito e disciplina com companheirismo e sinceridade”, aponta Flávio Augusto de Oliveira, professor, fundador e presidente da Associação Tadao de Hapkido. Uma mulher que pratica o Hapkido Tadao torna-se, mais uma vez, autora da própria história por ser mais equilibrada, demonstrar habilidade de defesa de toda a sorte de “inimigos”, tanto os internos, como a obesidade, o sedentarismo, cansaços sem explicação, medo e angústias, depressão e ansiedades, quanto os externos, frutos da violência nas ruas, em casa e no ambiente do trabalho, “sabendo o que fazer” nas mais diversas situações. A aluna do Hapkido Tadao torna-se mais saudável. Nesse espaço, as mulheres desenvolvem-se de tal forma, que, mais uma vez, provarão não existir “superioridade masculina”, mas, sim, determinação do ser humano, de ser humana, de ser “guerreira” dona de casa, estudante, executiva, vovó ou menina no início da vida. Sem falar na impressionante construção corporal com pernas, busto, quadris e estrutura muscular muito bem-desenhados e atraentes, tudo coberto por um sorriso lindo, decidido, de quem gosta de si mesma e não aceita o mundo “pela metade”!! De uma mulher sempre pronta, que não teme! Quanto custa tudo isso? Muito pouco, além da exigência constante de que a mulher se dedique aos treinamentos, persistindo até alcançar as metas e superando a si mesma o tempo todo, dia a dia. Muito caro para você?? Valquíria Oliveira |