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Larissa, uma autêntica hapkidoísta E-mail

A maior prova de que um artista marcial valoriza a sua relação com o estilo que pratica está em “treinar e tratar de sua arte com o coração”, permitir que ela faça parte de sua vida, oferecer seu esforço e energia para executa-la, aceita-la como um aprendizado constante, cíclico e interminável. No entanto, esse intenso sentimento afetivo pode demorar uma vida inteira para ser alcançado, ou, até mesmo, não surgir. Trata-se de um processo difícil e doloroso que poucas pessoas têm coragem de enfrentar.

Larissa Roberta Furtoso da Silva, 18 anos, obrigou-se a dar os primeiros passos. Seu gosto por esportes já era um sinal de legitimidade. “Enquanto a maioria das meninas queria fazer ballet, eu queria algo diferente, que não fosse apenas uma ‘modinha’”, explica. Nos tempos de escola, jogava futebol e achava interessante a prática da arte marcial por fornecer conhecimento, conduta e disciplina ao atleta. “Um dos fatos que mais me chamava a atenção era ver uma mulher com a aparência de frágil, delicada e indefesa saber se defender sozinha e, ao entrar no tatame, aquela ‘flor’ se transformar em uma ‘fortaleza’”, diz.
Mas, Larissa possuía uma dificuldade interior que a impedia de alcançar alguns objetivos. “Sempre fui muito tímida e não possuía autoconfiança... Deixei de fazer muitas coisas em minha vida por vergonha”, recorda. Durante três anos, ela passou lutando contra si mesma, entre a vontade e o medo de praticar o hapkido.

Há um ano e dois meses, ela tomou a decisão que mudou sua vida para sempre. Como atleta hapkidoísta, membro da EQUIPE TADAO, ela vem aprendendo a enfrentar suas próprias dificuldades. “A primeira vez que fui tentar entrar no tatame, até chorei de tão nervosa que estava. Nas primeiras aulas, dependendo das técnicas que tinha que realizar ficava com ‘frio na barriga’ a ponto de querer sair correndo da aula. É muito bom saber que estou evoluindo. No hapkido encontro, todos os dias, desafios para encarar e, cada vez mais, aprendo que sou capaz de realizar itens que pensei que nunca conseguiria fazer, o que aumenta a minha autoconfiança e autoestima”.
A atleta, ainda, aponta que suas conquistas contaram com a amizade e o apoio dos outros membros do grupo. “Isso não é só uma equipe: é uma família. Tive sorte de conhecer a EQUIPE TADAO e tenho enorme orgulho em fazer parte dela. Os alunos são irmãos, os professores são amigos e aprendemos que uma faixa na cintura não significa nada, e que alguns ‘Dans’ não servem apenas para tirar foto sentado em cadeiras, ser arrogante e não poder admitir erros”.
Ressalta, ainda, que “não existe nenhum tipo de discriminação na equipe (muito menos contra a mulher!), e que o hapkido TADAO é feito para todos.“Assim como eu melhorei minha autoconfiança, muitas pessoas podem suprir ou melhorar suas deficiências aqui, como nervosismo, timidez, estresse ou apenas para defesa, condicionamento físico e disciplina”, conclui.
Consciente do longo e difícil caminho que a arte reservava a ela, Larissa iniciou sua jornada disposta a enfrentar inúmeros desafios, derrotas e vitórias, inclusive as suas dificuldades pessoais, alcançando aquele sentimento tão intenso pelo hapkido, que só pode ser demonstrado pelos artistas marciais mais dedicados.
Larissa, muita força e coragem! Boa sorte!

Valquiria Oliveira

 
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