Home
Main Menu
Home
Hapkido
Estilo - Jik Bu Kwan
Hapkido Kids
Dicionário
Galerias
Academias
A Equipe na Mídia
Calendário
Artigos e textos
Perguntas Comuns
Livro de Visitas
Links
Contate-nos
Procurar
Login





Esqueceu sua senha?
Sem conta? Crie uma
Estatísticas
Membros: 143
Notícias: 82
Weblinks: 2
Visitantes: 643086
Quem está online
Nós temos 54 visitantes online
Uma conversa com outro filho do Daito-Ryu (Aikidô) E-mail
Índice de Artigos
Uma conversa com outro filho do Daito-Ryu (Aikidô)
Página 2

Dojo Central- Instituto Takemussu Brazil Aikikai.

Ellis Amdur um especialista na crise intervenção, de Seattle, e criador da Therapeutic Self-Defense (Defesa Pessoal Terapêutica), iniciou-se na prática de artes marciais em 1968. Desde aquela época, ele já passou 13 anos no Japão e agora possui as licenças de mokuroku menjo e shihan-daí em Araki-ryu Torite Kogusogu e também de okuden (betsu mokuroku) e shihan menjo em Toda-há Buko-ryu naginatajutsu. Armur é 3º dan em Aikido e é também ativo na família Ch’en de t’ai chi ch’uan.

Nos últimos seis meses tive a honra de ser convidado a ensinar Kenjutsu e Aikido na Pacific Rim Martial Arts Academy, uma escola que oferece instrutores de Hapkido, tae kwon do, judo e Aikido. A escola é dirigida pelo Quanjan Nim (3ª geração de Grandes mestres) James Garisson da Ju Sool Kwan. A central da Ju Sool Kwan fica na Coréia.

Os praticantes desta arte afirmam que o fundador, Young Sool Choi, estudou Daito-ryu com Sokaku Takeda. Infelizmente, nenhum registro foi encontrado que concretizasse essa afirmação e é provável que nunca seja encontrado. Primeiramente, devido à colonização da Coréia pelos japoneses, muitos registros históricos foram perdidos ou destruídos. Além disso, segundo o Sr. Garisson, o povo coreano geralmente não tem uma forte afinidade de manter a tradição inalterada, ou mesmo de manter registros de tradições como fazem as escolas japonesas de artes marciais. As artes marciais coreanas, , ao invés disso, mantiveram-se como entidades sincretistas, absorvendo e adaptando novas influências de cada geração, esforçando-se para estabelecerem-se de forma viável no ambiente em que escolheram. A viabilidade é determinada por alguns fatores como efetividade de combate, influência política, posição financeira, posição social dos participantes e mudanças dos padrões.

Tudo isso faz do mundo das artes marciais coreanas um contínuo agito, mostrando algumas das melhores e piores características da prática das artes marciais. Do lado de baixo, super-graduações, e vendas de graduações existem em abundância, e movimentos políticos entre os praticantes ocorrem em todos os níveis. O comercialismo toma lugar numa escala arrasadora e as tradições muitas vezes se alteram para adaptar-se a um público inconstante. Do lado de cima, porém, indivíduos criativos, que treinaram atentamente os requisitos básicos de suas artes, tem diversas oportunidades para respirar fundo e continuar a se desenvolver. O yudo (judo) coreano, por exemplo, mostra uma energia e uma fúria muitas vezes ausente na prática dos dias modernos nos dojos do Japão. Algumas das inovadoras técnicas de chute do tae kwon do foram incorporadas ao karate, tanto na Europa quanto na América, e isto, através da influência dos torneios internacionais parece Ter sido trazido de volta para dentro de algumas escolas japonesas.
 
Talvez o Hapkido, mais do que qualquer outra arte marcial coreana, dá exemplo desta energia. Há pequenos dojos em alguns becos, dirigidos por homens do sombrio mundo que há entre a lei e o crime organizado, escolas que ensinam como
sobreviver e vencer nas duras ruas de Seoul.
A guarda presidencial é composta por exímios praticantes de Hapkido, e eles o enfocam como sendo parte de uma força paramilitar.

Algumas escolas atraem por promover aulas mais leves, com técnicas fluidas, suaves e controladas, tanto que seus alunos dificilmente voltam para casa com alguma contusão ou machucado. Outras escolas são mantidas por organizações budistas e o treino é considerado uma forma de tranqüilizar a mente a maior parte do tempo dos treinamentos é ocupado com meditação. Algumas facções separadas surgiram, tornando-se mais populares em outros países do que na Coréia. As mais destacadas dentre estas facções são a Hwa Rang Do e a Kuk Sool Won, duas das quais agora reivindicam suas origens de centenas de anos atrás.

Recentemente tive a oportunidade de assistir um longo vídeo de uma demonstração nacional coreana do Hapkido Ju Sool Kwan. Embora as técnicas e estilos dos diferentes grupos dentro da federação variem, acredito que um poderia facilmente reconhecer todos os participantes como pertencentes a uma única tradição pintada, como era, pela personalidade do fundador e por sua arte.

Muitas das demonstrações tem caráter teatral com o rompimento de tijolos e tábuas, e um dramático trabalho de pés: chutes circulares, chutes duplos e chutes voadores laterais. Havia uma ênfase ao uso do cinto e da bengala como armas de defesa pessoal, defesas desarmadas contra espada e faca e diversos movimentos de defesa pessoal contra cadeiras.

Havia um esforço freqüente em se mostrar as técnicas deixando o mais claro possível sua brutalidade. Seqüências eram usualmente encerradas com imobilizações através de chaves em juntas de articulações ou com projeções. Os professores mais jovens, talvez com a esperança de serem escolhidos para fazer parte da guarda presidencial ou apenas com a intenção de mostrar seu poder, projetavam deliberadamente seus parceiros em ângulos desajeitados, muitas vezes direto em cima de suas cabeças ou pescoços. Os ukes, por sua vez, resmungavam, gemiam e até mesmo gritavam de dor quando as técnicas de imobilização eram aplicadas e, embora isso fosse em benefício da audiência, muitas vezes se machucavam tanto que precisavam de assistência fora do palco.

O Sr. Garisson me informou que estas performances teatrais são típicas das demonstrações na Coréia, mas no dojang (dojo) a conduta é contrária, pois a aceitação, de maneira calma e quieta, da dor é uma norma e os treinos, apesar de serem muito severos, não são feitos da forma brutal como vi nas demonstrações.

A maioria daqueles que não são coreanos tem uma imagem do Hapkido que se origina, em parte dos filmes e também das revistas e demonstrações de artes marciais. Entretanto, as técnicas que são mostradas através destes veículos são mais exageradas e incluem chutes voadores, golpes giratórios de pernas e socos. Só casualmente técnicas de imobilização são mostradas com detalhe e, muitas vezes são feitas de maneira exibicionista, que está longe da realidade do Hapkido. Infelizmente também é verdade que muitos dos praticantes que alegam estar ensinando Hapkido, principalmente fora da Coréia, receberam suas graduações por meios não muito honrados. Os instrutores legítimos são poucos. Deste modo, foi difícil para muitos de nós que estamos fora da família do Hapkido, percebermos o quanto suas técnicas se assemelham tanto com o Daito-ryu quanto com o Aikido, pois não tivemos a oportunidade de ver instrutores de alto nível.

Foi completamente surpreendente para mim ter visto o vídeo anteriormente citado, e mais ainda, assistir a uma recente demonstração do Sr, Garisson , que junta técnicas de imobilização e projeções do tipo kokyu-nage como parte principal de seu currículo. Poucos são os países que possuem técnicas de imobilização de juntas e de segurar o adversário. Notáveis são os da China (genericamente conhecido como chin’na), e da Indonésia/Malásia (como integrantes do pentjak silat). Nas artes deste dois países, no entanto, as formas de firmar o corpo e de utilizar os membros, o tronco e os quadris são completamente diferentes dos métodos que são normalmente utilizados no Daito-ryu e no Aikido.

A forma de alinhar o corpo e coordenar seus movimentos também é diferente do judo e do karatê, duas artes das quais poderiam ter influenciado o Hapkido durante sua incorporação ao sistema de ensino coreano antes da Segunda Guerra Mundial. Ë verdade que o Hapkido tem algumas projeções que parecem ser derivadas do judo, e tem também algumas técnicas de socos e chutes que podem, em parte, ter sido influenciadas pelo karate, mas em sua maioria, as imobilizações e projeções, bem como o taisabaki (movimentos de deslocamento do corpo fora da linha de ataque e numa posição favorável para um efetivo ataque ao oponente) são muito parecidas com as do Aikido. Na verdade, se alguém pegasse um vídeo e apagasse a s técnicas de chutes, bloqueios e socos, e trocasse a roupa dos participantes pelo keiko gi e pelo hakama, de estilos japoneses, as demais técnicas pareceriam muito com uma forma rude de Aikido.



 
< Anterior   Próximo >
Associação Tadao de Hapkido - Roque de Mingo, 49 - São Paulo - Fone: 5843-6011